DIARIO DA ILHA: Julgamento da chapa Dilma-Temer será retomado amanhã dia 8.

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Julgamento da chapa Dilma-Temer será retomado amanhã dia 8.

Amanhã será um dia muito movimentado no TSE.
O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta quarta-feira (7) a leitura de seu voto no julgamento do processo que investiga a campanha de 2014 e deixou para amanhã (8) a análise das acusações contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer. Relator do caso e primeiro a votar no TSE, Benjamin se concentrou na sessão desta quarta (7) na análise das preliminares, questionamentos das defesas sobre a regularidade do processo. Ele defendeu manter no processo relatos de executivos da Odebrecht de que a campanha foi abastecida com dinheiro não declarado (caixa 2) repassado como propina por contratos fechados pela empreiteira com a Petrobras, conforme narrado em acordo de delação premiada. A decisão sobre a manutenção ou retirada dessas provas dependerá, no entanto, do votos dos outros 6 ministros da Corte: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes. São necessários 4 votos para deliberar a questão. Em cada um de seus votos, os ministros também vão se posicionar pela condenação ou absolvição da chapa vitoriosa em 2014, acusada pelo PSDB de ter cometido abuso de poder político e econômico na campanha, o que teria provocado um desequilíbrio no pleito. Ao suspender a leitura do voto, Benjamin deixou para a próxima sessão, marcada para as 9h desta quinta (8), se vai recomendar a cassação do atual mandato de Temer e a inelegibilidade de Dilma por 8 anos da a partir de 2018, punições previstas em caso de condenação. Os ministros decidiram que a sessão desta quinta deve se prolongar por todo o dia até a noite. Se necessário, vão abrir outra sessão na sexta-feira (9) para a conclusão do julgamento. Durante a leitura da primeira parte de seu voto, Benjamin consumiu quase quatro horas rebatendo as preliminares levantadas pelas defesas de Dilma e Temer. 

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