DIARIO DA ILHA: Assaltante é adotado por senhora que foi sua vítima.

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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Assaltante é adotado por senhora que foi sua vítima.

Jovem assaltante é “adotado” por senhora que foi sua vítima
Um desfecho diferente em uma história entre assaltante e vítima. O procedimento padrão de quando se é assaltado é chamar a polícia e esperar o ladrão ser encaminhado à delegacia, se possível. Mas essa história teve um desfecho diferente. Ana Cristina Gagliardi, moradora da cidade de Tatuí-SP adotou o jovem assaltante Pedro após passar por um processo de justiça restaurativa, que tem por objetivo evitar punições de encarceramento. O fato aconteceu por volta das 21h, quando Pedro e seu amigo invadiram a casa com uma arma de plástico e se depararam com oito mulheres em uma roda de oração. A intenção do jovem e seu parceiro era levar celulares e as motos que estavam na garagem. O amigo de Pedro engatilhou a arma mais de uma vez, para tentar assustar as mulheres, mas isso denunciou a arma de brinquedo, já que não se engatilha a arma uma segunda vez. Ana contou que pediu aos meninos para se acalmarem e disse que no momento achou que o assalto fosse uma brincadeira, pois os dois eram crianças. Os garotos fugiram, levando dois celulares, sendo um deles da mãe de Ana. A vítima ficou chateada com a perda do celular, porque havia as últimas fotos de sua mãe. Ela tinha falecido 40 dias atrás. Dias depois do acontecimento, Pedro foi pego por policiais militares e quase foi baleado. Isso fez o garoto repensar suas atitudes. Ele relatou que só conseguia pensar em seu irmão que estava em casa. Por isso, Ana teve que ir à delegacia para reconhecê-lo. Nesse momento que ela ficou sentimental com a causa. Ela conta que só conseguia pensar que o menino poderia virar um bandido se fosse preso, e ele não era um. Ana queria ajudá-lo. Joana, mãe de Pedro, não estava entendendo o que acontecia com seu filho. Só pensava que havia feito algo errado na criação do jovem. Ao encontrar Ana no corredor da delegacia, elas e as demais vítimas do assalto resolveram procurar o juiz de Tatuí, Marcelo Salmaso, para tentar reverter a internação de Pedro. O juiz sugeriu então um círculo restaurativo. Já o outro adolescente, acabou sendo internado, já que tinha cometido outras infrações. Na sessão com o juiz, cada uma falou um pouco sobre sua vida. Ana comentou o trauma do assalto e do valor sentimental do celular roubado. Pedro pediu perdão pela sua atitude e revelou que estava com muita vergonha. Após a conversa, chegaram a um acordo. O garoto faria aulas diárias de futebol, participaria do grupo de jovens da igreja de sua mãe e seria voluntário em um projeto social liderado por uma das vítimas do assalto. O jovem tem cumprido as medidas e diz que não voltará a cometer crimes. Ele acabou ganhando outra família e parece ter aprendido a lição. Foi uma grande história tanto para Pedro quanto para Ana. 


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