DIARIO DA ILHA: Homem não nega a Jesus mesmo após ser eletrocutado pelo EI

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Homem não nega a Jesus mesmo após ser eletrocutado pelo EI

Homem sobreviveu a tortura sem negar a Jesus e foi abandonado para morrer nos arredores de Mossul, mas sobreviveu e compartilha fé.

Um cristão iraquiano foi amarrado no teto de uma cela e torturado por soldados do Estado Islâmico (EI) na cidade de Mossul por se recusar a negar a Cristo. A história desse homem, que tem o nome preservado por motivos de segurança, relata um verdadeiro milagre, pois a tortura incluía choque elétrico. O grupo de cristãos recebeu quatro alternativas dos jihadistas: deixar a cidade, se converter ao islamismo, pagar uma taxa de proteção (jiyza) ou ser morto. O homem se recusou a aceitar as opções e foi levado para a tortura. “Eles me torturaram com choque elétrico, me bateram com paus presos a pregos e me amarraram com arame farpado”, lembrou. “Eles puseram sal em minhas feridas, eu gritava por causa da dor intensa”. O cristão foi levado ao tribunal e um juiz determinou que ele se tornasse muçulmano para sobreviver, mas ele não aceitou e reafirmou sua fé em Cristo. . “Eu recusei e disse: ‘Se eu morrer, vou morrer orgulhoso, porque eu sou cristão’. O juiz respondeu: ‘Você será baleado e executado no dia 26 de setembro'”. A sentença dada só não foi executada porque um superior informou que recebeu ordens para deixar o cristão nos arredores de Mossul, onde ele foi agredido por militantes e lançado para fora do carro que o levaria para o local da execução. “Eu tentei andar, mas depois de um tempo, minhas feridas me fizeram cair e desmaiar”, relembra ele hoje refugiado na Jordânia. O cristão precisou deixar o Iraque para poder tratar sua perna, pois corria o risco de ter que amputá-la. “Eu fui para a Espanha e minha perna foi tratada lá através de uma organização. Graças a Deus eu posso andar agora”, diz.

Fugir para não negar Jesus

A história desse homem foi compartilhada pela organização Christian Aid Mission, servindo para mostrar as atrocidades que foram feitas com os cristãos. Antes dos ataques terroristas do EI, o Iraque tinha 1,5 milhões de cristãos, após os conflitos restam cerca de 275 mil fiéis em todo o país. Mais de 80% dos cristãos fugiram para outros países para não negar a fé. “O mundo nunca viu uma crise humanitária tão intensa desde o Holocausto como no Iraque e na Síria. É um genocídio cristão. Nossas igrejas estão sendo destruídas, nossos museus dizimados, mulheres e crianças eliminadas por causa de sua fé”, disse o ativista dos direitos humanos Mark Arabo ao site The Gospel Herald.

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