DIARIO DA ILHA: É muito assalto

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

É muito assalto

Em cinco meses foram realizados 244 assaltos a coletivos em São Luís

O número de assaltos a coletivos a São Luís cresceu consideravelmente em menos de cinco meses, cerca de 48,8 assaltos mensais, se comparada a média de todo o ano passado, que foi de 39,75. Os dados são do Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET). Segundo o órgão, de janeiro de 2015 até ontem ,26, foram totalizados 244 assaltos a coletivos. 
A estimativa é de que pelo menos um ônibus é assaltado por dia na capital.
Já o Sindicato dos Rodoviários de São Luís havia registrado até este mês 186 assaltos, no entanto, outros delitos já contabilizados serão incluídos posteriormente, como os três assaltos a ônibus registrados na noite da última segunda-feira (25). Recentemente, o Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial (CAOp-CEAP), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), havia divulgado Relatório de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), referente ao primeiro trimestre de 2015. Os dados do CAOp-CEAP são com base nos dados do SET e, no que se refere aos assaltos a ônibus na Grande São Luís, ocorreu uma queda de 26,1% no número de ocorrências nos primeiros três meses deste ano (124 casos), em comparação com o mesmo período de 2014 (168 casos). Porém, nos meses que se seguiram, este número aumentou. Para o superintendente do SET, Luiz Claudio Siqueira, a violência está sem controle. “Realizamos parceria com Polícia Militar que realiza frequentemente vistorias nos coletivos para garantir a segurança dos passageiros. Esta mesma polícia os prende todos os dias. Contudo, creio que o nosso código penal é fraco em relação à manutenção destes meliantes na cadeia. Mas fazemos de tudo para que a segurança seja garantida”, afirma.
A insegurança é sentida por usuários do transporte público de São Luís. A comerciante Juliana Sousa pega todos os dias o ônibus que faz a linha para o bairro Cidade Operária e afirma se sentir temerosa, sobretudo no período da noite. “Preciso usar o coletivo todos os dias para chegar ao trabalho e sempre volto para casa muito tarde da noite. Nunca fui assaltada em ô
nibus, mas tenho medo de ser, pois conheço várias pessoas que passaram por isso”, conta.

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