DIARIO DA ILHA: Restaurante servia alimentos do lixo

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Restaurante servia alimentos do lixo

Dona de restaurante é presa por suspeita de servir alimentos do lixo em Volta Redonda


A Comerciante Jane Aparecida de Lima
Os delegados da 93ª DP (Volta Redonda), o titular Luiz Maurício Armond, e o adjunto Rodolfo Atala, apresentaram na manhã de hoje (10) a comerciante Jane Aparecida de Lima, de 57 anos, uma das sócias proprietárias do Cheff Restaurante, localizado na Rua Major Aguiar, no Centro de Volta Redonda. Armond disse que a mulher recolhia verduras e legumes que um supermercado do Retiro jogava para o lixo e depois levava para a cozinha de seu restaurante. Segundo o policial, ela costumava se misturar a catadores de lixo e colocava os alimentos em seu carro, um Kia Sportage, e seguia para o restaurante sempre a noite. O delegado acrescentou que o carro da comerciante foi apreendido por ter sido usado como meio para a prática dos crimes.

– Em seguida, ela limpava os legumes, frutas e verduras, retirando a parte estragada dos alimentos. Jane também sabia que o descarte dos produtos era feito sempre entre 16 e 16h40. Uma pessoa indignada com a cena passou a filmar e apresentou a denúncia à polícia – disse o delegado. Armond junto com sua equipe de inspetores montou, na tarde de quinta-feira, uma campana e filmou toda a ação praticada por Jane. Os policiais seguiram a mulher até o restaurante e a filmaram entrando com os alimentos no estabelecimento, onde foi abordada e recebeu voz de prisão.

À principio, ela teria alegado que tinha nota fiscal dos produtos, mas acabou confessando o crime. Jane alegou que agia daquela forma para economizar.

Os policiais explicaram que o local onde é feito o descarte dos alimentos é insalubre e foi constatada presença de ratos, além de urina e fezes desses animais, baratas e até urubus.

A Vigilância Sanitária de Volta Redonda e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) estiveram no local onde os alimentos estragados eram jogados. O laudo dos órgãos serão anexados ao inquérito policial instaurado.

O restaurante funciona há 20 anos na cidade e tem uma filial no bairro Aterrado, que também foi interditado.

– A interdição vai durar enquanto a Vigilância Sanitária não der um parecer sobre a salubridade dos estabelecimentos e a qualidade dos alimentos que estão lá – afirmou Armond.

No início da tarde, ela foi transferida para uma unidade feminina do Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio. Duas irmãs de Jane, que também são sócias dos dois restaurantes, disseram que não sabiam que a irmã recolhia produtos do lixo e levava para o restaurante. A acusada era encarregada pela compra das verduras, legumes e frutas, segundo as irmãs.

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