DIARIO DA ILHA: Aconteceu em Buriti.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aconteceu em Buriti.

 Juízes acompanham investigações sobre ataque a fórum
 
Juízes estão nesta quarta-feira (21) em Buriti, na região de Caxias, para acompanhar as providências para punir os vândalos que colocaram fogo no forum local. Houve também ameaças de morte ao juiz Jorge Leite praticadas pelos invasores, que teriam motivações político-partidário.
 

De acordo com a associação dos magistrados, o juiz Jorge Leite foi ameaçado de morte dentro do seu gabinete após o fórum ter sido invadido por cerca de 15 pessoas armadas de facões. Eles incendiaram parte das dependências do prédio, destruindo computadores, urnas eletrônicas e cerca de 50 processos.

A revolta dos agressores, segundo o próprio magistrado, teve motivação política, após ele ter proferido a decisão em uma ação civil pública, mantendo no cargo o atual prefeito Rafael Mesquita Brasil.

Jorge Leite relatou que ao constatar que o agressor estava disposto a matá-lo, armou-se com o seu revólver que estava dentro da gaveta e pediu para que ele saísse da sala. “Mas ele estava transtornado e repetia a frase: o senhor vem comigo, seu safado”, relata o magistrado.

“Eu acho que a intenção deles era me amarrar e me linchar na rua”, afirmou o juiz. Os agressores tinham cordas nas mãos, paus e gasolina que foi jogada sobre as mesas, equipamentos e processos, iniciando o incêndio.

O secretário judicial Claudionor Rodrigues presenciou toda a ação dos vândalos desde que estes chegaram ao prédio por volta das 1530. Ele relata não ter dúvidas de que foram para o fórum dispostos a matar o juiz. Ele disse que os vândalos chegaram quebrando tudo e se dirigiram direto para uma sala que tem a placa JUIZ, mas quem fica lá é a assessora que está de férias. Não encontraram ninguém e partiram para o gabinete do magistrado.

"Claudionor ainda conseguiu ligar para um carro pipa que serve ao município que chegou a tempo de conter o incêndio."

A ação contra o magistrado só não se concretizou porque houve a intervenção de um policial militar, que conseguiu entrar no gabinete e controlar o agressor, e do oficial de justiça Robson do Vale, que sacou uma arma, dispersando os vândalos que se encontravam nas dependências do prédio provocando a destruição.

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